6 de out. de 2025

A geração perdida - Os Genz´s e o impacto da pandemia em seu desenvolvimento.

 


Geração Z e a Pandemia: O Desafio de Crescer em Meio à Crise

A Geração Z, que abrange indivíduos que estavam em momentos cruciais de desenvolvimento e transição para a vida adulta, foi profundamente impactada pela pandemia de COVID-19. Crescendo sob a constante presença digital e o peso de crises globais, o isolamento e a incerteza pandêmica não apenas interromperam seu desenvolvimento social, mas também remodelaram de forma duradoura sua saúde mental e comportamento.


O Ataque à Saúde Mental: Incerteza e Ansiedade Social

A fase final da adolescência e o início da vida adulta são marcados pela busca de autonomia, conexão social e planejamento de futuro. A pandemia aniquilou esses pilares. O cenário de interrupção de marcos sociais — como formaturas e o início da vida universitária — junto à incerteza econômica e sanitária, ativou intensamente o medo do futuro e o sentimento de desamparo. Esse contexto emocional é o combustível perfeito para a escalada da ansiedade generalizada e da depressão.

Além disso, o distanciamento social impôs uma substituição massiva de interações presenciais por virtuais. Isso resultou na fragilização de habilidades sociais essenciais, como a leitura de sinais não verbais e a negociação de conflitos reais. O resultado é um aumento na ansiedade social e a percepção de que as interações offline são mais difíceis, reforçando o ciclo de evitação e isolamento. Por fim, a exposição ininterrupta e passiva a informações catastróficas nas telas elevou o estresse e a hipervigilância, dificultando o relaxamento e o sono.


Consequências Comportamentais: O Refúgio Digital

As respostas da Geração Z à crise traduziram-se em comportamentos de enfrentamento que, a longo prazo, são prejudiciais.

Primeiramente, a tecnologia, que já era presente, consolidou-se como o principal mecanismo de fuga e sobrevivência. A dependência de redes sociais, jogos e plataformas digitais cresceu significativamente. Essa dependência, embora tenha fornecido uma sensação de conexão, reforçou a inatividade e a anhedonia (perda de prazer na vida real). A substituição de reforços positivos reais por estímulos virtuais e fugazes é, segundo a teoria psicológica, um fator que sustenta e aprofunda o vazio emocional e a depressão.

Em segundo lugar, muitos jovens desenvolveram uma aversão ao risco e uma valorização exagerada do espaço doméstico. A segurança do lar tornou-se um refúgio contra o mundo externo, percebido como caótico e perigoso. Essa relutância em retornar totalmente ao presencial e em se engajar em novas atividades pode, em casos extremos, levar à agorafobia e limitar o desenvolvimento pessoal.

No entanto, a crise também despertou um lado de maior engajamento e autenticidade. A Geração Z, frustrada com a ineficácia institucional, manifestou-se por meio da internet, criando um espaço de maior abertura sobre o sofrimento psíquico e uma exigência de relações e instituições mais verdadeiras. O desafio agora é transformar esses mecanismos de fuga e evitação em estratégias de enfrentamento saudáveis, permitindo que essa geração, marcada pela crise, possa reconstruir seu futuro com resiliência.


Não enfrente a ansiedade, depressão ou esgotamento sozinho. Buscar ajuda profissional é um ato de coragem e o caminho para o equilíbrio.



  • Procure Ajuda Profissional:
    Não adie a conversa com um psicólogo. A TCC e outras abordagens oferecem as ferramentas para quebrar os ciclos de sofrimento.

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